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O marketing de mim mesmo


Marketing de mim mesmo

Não quero falar simplesmente do marketing pessoal. Falar sobre isso seria o mesmo que voltar seguir as instruções de uma cartilha em que todos sabem o que fazer, mas não fazem. Quero falar do marketing pessoal, mas sob um olhar diferenciado. Uma ação de marketing em uma empresa passa por vários processos e tem diferentes etapas a serem cumpridas num dado período de tempo com um único objetivo. Este objetivo pode ser resumido em uma frase muito curta: Melhorar, e sempre melhorar, a imagem da organização em todos os aspectos. Para que isso aconteça à empresa precisa usar de vários recursos para atingir seu objetivo. Pessoas, dinheiro, equipamentos, mídias entre outras coisas. Não podemos dizer neste momento que a marca é fundamental aqui. A marca só se tornará alguma coisa de valor quando todas as ações de marketing causarem nos seus clientes a satisfação desejada e somadas com o bom comportamento da empresa no mercado. É verdade que não adianta fazer ótimas campanhas publicitárias se a empresa só dá mancada. São as atitudes da empresa que fazem valer todo o esforço e o investimento em marketing. E é aí que a marca aparece como boa marca. Quando ela faz o que se propõe. Transformando em verdade, o que prometeu. Já estamos meio que acostumados a pensar que o produto é bom quando a empresa é boa, ou a empresa é boa quando o produto é bom, não dá para separar o produto da empresa e vice-versa.
Não é diferente do marketing de mim mesmo. Todos nós estudantes de administração ou marketing conhecemos bem a cartilha do marketing pessoal. Falar, vestir, andar, comer são alguns verbos do marketing de mim mesmo. Coloquei verbos, porque marketing é ação.
Certa vez numa conversa com um colega de classe falávamos que quando somos funcionários na verdade estamos nos vendendo para alguém. E ninguém paga bem por um produto ruim. E mais, quando compramos alguma coisa queremos que o produto adquirido cumpra o seu papel. É estranho pensar que somos mercadorias, e que somos comprados como objetos, somente com o intuito de dar lucros aos nossos donos. Não devemos nos esquecer que quando trabalhamos para alguém nos tornamos parte de uma relação comercial. E como pessoas que somos podemos até arranjar um nome bonito para esta relação, onde poderíamos ser chamados de Capital Humano, mesmo a contragosto dos huministas do pós guerra.
Um bom trabalho de marketing, endomarketing, aliado com outros fatores positivos, fortalece a empresa, fortalece a sua marca e seu NOME se torna conhecido. Em alguns casos se torna referência e paradigma para outros. No marketing de mim mesmo eu sou a empresa. Meu NOME é a minha marca, e o meu SOBRENOME um legado, aquilo que eu falo eu faço. Meus colegas de trabalho são meus concorrentes diretos. Assim como no marketing empresarial trabalhar a marca depende de um sem fim de recursos, no marketing de mim mesmo depende, além é claro de muitos outro fatores, de como eu entendo o mundo, e como reajo aos estímulos da vida cotidiana. A melhor maneira de viver o melhor marketing pessoal e fazer a melhor propaganda de si mesmo é nunca, jamais fugir de um desafio, e sempre cumprir o que se propôs. Numa empresa o marketing é pensado da seguinte forma: O que é bom para a empresa, o que é bom para o colaborador, o que é bom para o consumidor, o que é bom para o meio ambiente acaba na verdade sendo o bem para todos. No marketing de mim mesmo devo sempre ter em mente que o meu nome como sendo a minha marca, um paradigma, um legado, também deva ser um bem para todos. E mais, se sou visto como um capital a ser adquirido, que eu seja o objeto de desejo de toda empresa. E para isso fazer somente o que é básico não basta.
Rogério Loureiro para adminBrasil.

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